É inegável que aumentar a eficiência no uso de energia contribui para o aumento da sustentabilidade das indústrias. Isso pode ser obtido principalmente através de duas abordagens: a da Otimização e Integração Energética, mas antes é preciso saber por onde começar.
Embora as grandes indústrias sempre sejam lembradas como os grandes consumidores de energia, outros setores também consomem grandes quantidades. Porém devido à natureza (dispersa) desse uso torna-se menos trivial a aplicação de técnicas conhecidas de otimização e redução. Assim o potencial de redução da indústria tende a ser explorado antes que outros setores como o de transporte, por exemplo, o façam. Na produção agrícola em larga escala, por exemplo, o consumo de energia apresenta-se distribuído por grandes áreas e com certa sazonalidade, o que inibe o desenvolvimento de sistemas de otimização ( embora haja certamente espaço e oportunidade para desenvolvê-los, como veremos em outro artigo desta série).
Economizar energia é um assunto que deve ser levado a sério. Ainda mais em cenários onde os custos da energia sobem e as pressões da sociedade, seja na forma de legilslações mais rigorosas ou pressão de consumidores cada vez mais conscintes tendem a aumentar.
As técnicas mais simples envolvem a condução de auditorias e adoção de medidas de conservação. Essa técnicas podem não ser eficientes num primeiro momento pois podem não ser completamente assimiladas pelas organizações, ou mesmo sofrer influência de medições mal planejadas ou conduzidas, que não levam em conta, por exemplo o fato de a demanda por energia poder não ser constante em diferentes períodos do dia ou do ano.
Resultados mais promissores são esperados quando o conceito de eficiência energética é incorporado na fase de projeto. Existem vários casos descritos da na literatura apontando o sucesso obtido no uso de técnicas como a otimização Pinch em diversos segmentos.
Outros avanços rumo a processos mais sustentáveis tem sido obtidos usando tecnologias mais modernas, entre elas podemos citar o uso de trocadores de calor compactos, de células de combustível e de turbinas a gás avançadas.
Voltando à questão proposta no título, como se começa o processo?
A melhor maneira é conduzido avaliações. Vamos usar como exemplo um roteiro adaptado do Carbon Trust ( é possível encontrar ótimos guias em https://www.carbontrust.com/resources/guides/energy-efficiency/energy-surveys-download/ ) :
Embora possa parecer “grande demais” a metodologia pode ser aplicada a qualquer tamanho de organização.
Os resultados certamente proporcionarão maior conhecimento dos gastos envolvidos e das oportunidades presentes em cada organização.





